Os limites da retórica de mercado
Polêmica mundial envolvendo campanha de agência brasileira mostra a dificuldade em controlar a interpretação dos consumidores

Luiz Costa Pereira Junior

O anúncio Aviões, da WWF, provocou reações indignadas nos EUA contra a agência DM9DDB: texto insensível

Uma das mais tarimbadas agências do país, com vinte anos de janela, a DM9DDB se meteu num vespeiro, mês passado, com a repercussão mundial de uma campanha publicitária criada para a WWF, organização não governamental dedicada à conservação da natureza. A peça, composta pelo impresso Aviões e pelo filme Tsunami, lança uma centena de aviões contra o World Trade Center. No filme, a cena escurece para dar lugar a letreiros com a premissa retórica que sustenta o anúncio: "O tsunami matou 100 vezes mais pessoas do que o 11 de setembro". Em seguida, o apelo à reflexão: "Nosso planeta é poderoso. Respeite e preserve".

Além do erro conceitual (tsunamis são fenômenos geológicos, não relacionados à destruição da natureza pelo homem) e da premissa controversa (o paralelo entre ato terrorista e mudança ambiental), a campanha pôs em xeque um dos pilares da retórica publicitária desde a era dos reclames: a interpretação (programada) das mensagens que veicula.

Difícil localizar quem interpretou o anúncio da WWF, conforme o planejado pela DM9, como um alerta à devastação. Nos EUA, ela foi recebida antes como afronta ao sofrimento norte-americano no aniversário de oito anos do atentado. Foi condenada não só pela mídia especializada, como a revista nova-iorquina Advertising Age, mas por programas da rede NBC e pelo tradicional New York Times.

Na primeira semana de setembro, o caso virou um jogo de empurra entre a agência e o braço local da ONG. Em nota, a DM9DDB alegou que o anúncio foi "fruto somente da inexperiência" dos profissionais envolvidos "de ambas as partes". Por sua vez, o braço brasileiro do WWF divulgou que a peça havia sido rejeitada. Depois, em nota conjunta, ambos admitiram que o anúncio foi aprovado em dezembro de 2008, "equivocadamente".

Nenhum reparo prévio, no entanto, impediu que a peça fosse divulgada à imprensa por release da própria DM9, publicada num jornal de São Paulo antes de ter sua veiculação suspensa, inscrita no festival de Cannes e premiada com um diploma Merit pelo One Show, competição internacional da propaganda, o que deu lenha à repercussão mundial do caso. O prêmio foi cancelado, a pedido da agência, mas o estrago já havia sido potencializado por sites e blogs de todo o mundo.

Na era da internet, com blogs bisbilhoteiros e repercussão em escala, de site a site, a possibilidade de interpretação indesejada de mensagens publicitárias tem crescido exponencialmente. No início de setembro, a Unimed Porto Alegre viu um anúncio seu virar alvo de blogs de estudantes e publicitários. A campanha "Cuidar", desenvolvida pela agência Escala desde o início do ano, partia do conceito de que, para uma cooperativa de médicos, não mero plano de saúde, cuidar é tão importante quanto curar. Daí desenvolver a série de anúncios em que letras de palavras, como "trabalho", "respeito" e "amor", fossem substituídas pelo corpo humano. No caso de "cuidar", no entanto, a letra i deu lugar a uma modelo esguia e ereta, o suficiente para que blogueiros a vissem como um muro a separar um verbo de um substantivo indesejado.

A campanha da Unimed-RS, em que uma modelo substitui a letra i, dividindo a palavra "cuidar" em um verbo e um substantivo indesejado
Fora de contexto
A infeliz coincidência, no entanto, de circulação restrita pois publicada num caderno especial do jornal Zero Hora em 1º de setembro, para comemorar um prêmio recebido pela empresa, espalhou-se pela blogosfera, mas não teve repercussão negativa junto aos 450 mil usuários da Unimed, garante Eduardo Axelrud, diretor de criação da agência gaúcha.

- Tirada do contexto, a leitura inadvertida é de fato plausível. Mas para o consumidor, a palavra "cuidar" foi parte de uma sequência de outras palavras que integraram uma campanha de longa duração, que traduz a ideia de que "nossa vida é cuidar da sua", com a qual as pessoas têm familiaridade e entendimento já consolidado ao longo dos anos. Por isso, não teria havido margem a duplo sentido, nem a interpretações escatológicas ou pornográficas - afirma Axelrud.

A peça, lida isoladamente, descontextualizada, autorizaria a leitura indesejada. Mas, integrante de um conjunto de ações de marketing e de propaganda, o tropeço se "contamina" pela lógica interna das outras peças que integram a rede de mensagens de uma campanha. O que reduziria, diz Axelrud, a possibilidade de interpretação dúbia.

- O anúncio não nos constrangeu. Muito pouca gente que o viu deu atenção ao fato porque ele está num contexto maior de uma campanha que se prolongou no tempo - diz Gerson Luís Silva, gerente de marketing da Unimed Porto Alegre.

Funerária
A leitura de duplo sentido, porém, pode ser um efeito proposital de certas campanhas. Maior empresa funerária do Rio de Janeiro, com 10% do mercado carioca, a seguradora Sinaf criou uma tradição de humor negro publicitário. Para promover a empresa, a Comunicação Carioca criou uma campanha em 2003 com slogans de duplo sentido:

"Cremação: uma novidade quentinha da Sinaf."
"Nossos clientes nunca voltaram para reclamar."
"O seguro de vida que você vai dar graças a Deus. Pessoalmente."
"Como planejar a morte da sua sogra."

Apesar de produzir mensagens no limite entre a eficiência comunicativa e o mau gosto, o que poderia afugentar os interessados nos serviços da empresa, o tom inusitado dos anúncios subvertia a dificuldade de as pessoas lidarem a morte. O sucesso da campanha aumentou a procura pelos serviços funerários e facilitou a abordagem dos vendedores da empresa. Passado o impacto inicial, a atual agência da empresa, a Script, atenuou o tom escancarado dos anúncios da seguradora, mas ainda mantém a ironia de antes:

"O melhor plano é viver. Mas vai que dá errado."
"Reforme sua casa de olhos fechados."
"Se beber, não dirija. Se dirigir, Sinaf."
"Um dia você não acorda e está rico."
"Sinaf, 25 anos. Incrível chegar onde chegamos perdendo um cliente atrás do outro."

Uma campanha da funerária Sinaf: humor negro de resultados


Café com leite
O mais comum, no entanto, é ver mensagens publicitárias que permitem dupla interpretação botarem a perder todo um esforço comunicativo. A Parmalat lançou em 1998 uma campanha para promover sua marca de café solúvel. A ideia era transferir para o café a bem-sucedida imagem da empresa de laticínios, num casamento que reproduzisse a combinação clássica do café-com-leite. A campanha materializou a combinação numa metáfora visual, em que brancos e negros formavam casais. A azeitona da empada, no entanto, foi a construção do texto, com involuntária invocação racista:
"Um café à altura do leite".

- Dizer que o café está à altura do leite é partir da premissa de discriminação ética, de apresentação alegórica que reforça a crença na superioridade do leite, branco, sobre o café, que se toma por metáfora do negro - entende Clóvis de Barros, professor de ética da ECA-USP, da Escola Superior de Propaganda e Marketing, e coordenador do Espaço Ética.
Dar orientação argumentativa a uma ideia é um desafio que extrapola o meio publicitário, explica o professor Francisco Platão Savioli, da USP e do sistema Anglo de Ensino.

- Bom texto é o que atinge o resultado programado. Bom escritor não é o que escreve correto, mas o que sabe escolher para o seu texto os recursos que obedecem à sua intenção. O controle da forma mais funcional para atingir o efeito desejado é um dos ingredientes da construção textual, mas há outros a controlar, como o respeito por crenças e valores do interlocutor, a adequação à competência interpretativa dos leitores etc. - escreveu ele à Língua.

Exemplum
A busca do ouro na criação de certas peças publicitárias passa muitas vezes por inverter expectativas, ser provocativo e imprevisível, com o que se define o sucesso ou o fracasso de uma comunicação. Controlar o efeito de suas mensagens virou, por isso, o desafio retórico do mundo da propaganda.

Não por acaso, a publicidade bebe na fonte da retórica antiga. A peça criada pela DM9, por exemplo, usou o manjado recurso persuasivo do exemplum, episódio ou caso exemplar apresentado para ilustrar um ponto forte do debate. A recomposição da mecânica discursiva mostraria que a DM9 tinha a tarefa de criar a imagem da devastação da natureza na mente do público-alvo da WWF. Nada parece mais eficiente para dar dimensão de algo do que compará-lo a exemplo palpável e familiar.

Efeitos sociais
Pensemos num primeiro termo de comparação: o que foi devastador e está fresquinho no imaginário popular? O tsunami, que matou mais de 280 mil pessoas desde 2006. Eureka! Mas o que poderia dar dimensão da magnitude de tal cifra? Compará-lo a uma outra devastação que tenha tido ainda maior impacto na memória coletiva, mas saldo de vítimas bem menor. Que tal o World Trade Center? A sacada parecia genial. Até alguém notar que o rei estava nu.

- A publicidade nunca vale por ela mesma mas pelos efeitos que provoca na sociedade. Muito de
suas consequências são produzidas em cadeia para além dos resultados mais imediatos no consumo - diz o professor Clóvis de Barros Filho.

O mundo da propaganda, diz Barros Filho, provoca efeitos sociais que envolvem três níveis de leitura esperados num consumidor de mensagens comerciais. O primeiro grande efeito procurado é a conversão da mensagem em práticas de consumo. A segunda leitura desejada é a representação simbólica do anunciante, a referência a que a marca passou a ser associada após dada campanha. Mas os publicitários não raro ignoram uma terceira dimensão da interpretação de anúncios, avalia o professor da USP: o da cultura ética.

Para o professor, uma mensagem publicitária não só pode alterar o ritmo de vendas e consolidar uma imagem que agrada ao anunciante, como tende a participar de uma determinada maneira de interpretar o mundo e atribuir valor às coisas, que permitem escolhas relativas não só ao consumo.

- É possível conceber uma mensagem que se converta em ganho de consumo e, num segundo momento, em construção positiva da marca, mas se inscreva no mundo social de modo a contribuir para a defesa de valores discriminatórios, xenófobos ou que apequenam a existência humana. Esse cuidado deve ser tomado - diz Barros Filho.

Valores
Foi-se a época em que um anúncio demonstrava a capacidade do produto. Um refrigerante mata a sede, um carro nos leva a um lugar, o sapólio limpa mais. Um dia, veio a sacada e o refri passou a espantar os males da vida, uma cervejinha virou afrodisíaco e um singelo sanduíche, sinônimo de realizações. Até fumante virou atleta nos tempos em que anúncios de cigarro eram parte da paisagem.

O mundo sob o prisma da publicidade é sem nódoas ou crises, pois o menor sinal negativo termina anulado pela exibição triunfal do produto. Quando Coca-Cola dá vida a tudo e o primeiro sutiã resume a puberdade, um sinal é dado e consumido. Mas sempre algo trai a dimensão retórica, o fato de a mensagem ser feita para nos convencer a comprar um peixe. Casos como o dos cem aviões, do café à altura do leite ou do humor funerário mostram que o ruído ocorre quando a publicidade tenta vender seu peixe a qualquer preço.

Internet estimula sátira a agências e anunciantes

Embora recebendo interpretações distintas por parte das pessoas que tiveram contato com seus anúncios, tanto a WWF como a Unimed-RS atribuem a repercussão de suas recentes peças publicitárias ao que consideram uma terra de ninguém: a internet. Veiculadas uma única vez cada um, em jornais locais, as peças "Aviões" e "Cuidar" se multiplicaram em blogs e no twitter.

O presidente da DDB Brasil, Sérgio Valente, admitiu o impacto da difusão global de tropeços localizados ao divulgar em setembro um constrangido pedido de desculpas pelos anúncios da campanha "Aviões".

- Essas peças publicitárias, ainda que veiculadas uma única vez em veículos locais, acabaram por gerar consequências globais que mostram que o alcance de uma peça publicitária já não é mais apenas local.

Eduardo Axelrude, da agência Etapa, que detém a conta da Unimed-RS, também acusa o golpe on-line.

- A repercussão de casos assim mostra a capacidade da internet de "viralizar", replicar comentários sob pseudônimo, extrapolando a incidência do caso um a um - diz ele.

A internet virou um celeiro de sátiras a anúncios, para além dos comerciais de mentirinha criados pelo grupo Desencannes, famoso por inventar paródias publicitárias, como a que simula Ronaldo Fenômeno num anúncio do Santander: "Eu nunca fico no Banco do Brasil".

A divertida iniciativa do Desencannes restringe-se à homenagem paródica. Não é o que foi feito por piratas da publicidade que criaram, por exemplo, um site de vídeos para a marca GM, como se a própria montadora apontasse seus produtos como poluidores e recriminasse sua política de distribuição de bônus para executivos.

Em outra ação viral, o logotipo do banco Bradesco foi redesenhado para a inserção de aviões colidindo com as torres gêmeas, no 11 de setembro.

O comercial das motos Dafra com o ator Wagner Moura foi redublado para desmentir todas as qualidades que a peça publicitária original anunciava sobre a marca.

Ronaldo na paródia do site Desencannes e o logotipo do Bradesco premonitório do 11 de setembro: ação viral

- A dança do artigo
- A chacrinha da palavra
- Não há rosas sem espinhos
- A língua-problema

JACIELE
PUBLICITÁRIA - BRASÍLIA/DF

Se não funcionou, não adianta. Se a mensagem da propaganda precisa de muita explicação, causa controvérsias é porque não foi boa. Enfim, quanto ao texto, acredito que foi bastante válido e importante ressaltar a questão étnica e cultural, uma vez que a publicidade tem papel ativo na formação dos valores da sociedade. Isso pode ser bom, mas também pode ser ruim. Só mais uma coisa: conhecimentos gerais são válidos para qualquer profissão. Para publicidade então...
[ postado em 30.10.2009 ]
BRUNO MENEZES
PUBLICITÁRIO - BRASÍLIA / DF

A obrigação de criar um diferencial para chamar a atenção a qualquer custo é o que faz com que agências e clientes aprovem campanhas polêmicas.
[ postado em 29.10.2009 ]
BRUNO
PORTO ALEGRE/RS

Não vejo nenhum americano tendo pena ao falar do Vietnã a hipocrisia é realmente algo que faz parte de nós, não é mesmo?
Quanto as teorias de conspirações como a do café com leite, é realmente deplorável ver um professor da USP tendo tais devaneios acerca de tais coisas, posso então encontrar mil formas de mensagens subliminares nas coisas que ele diz. Viver está ficando cada vez mais chato, uma coisa é ofender outra é achar que ofendeu por interpretação própria.
[ postado em 29.10.2009 ]
RENATO
ESTUDANTE - SAO PAULO /SP

Com uma mídia tão manipuladora, nada me garante que o que realmente foi o "11 de setembro" e eu acho ridículo atacarem uma das únicas empresas no mundo que tenta fazer algo pelo nosso planta, pelo fato de eles estarem sendo mais "agressivos" na sua publicidade, para de alguma maneira chamar atenção.Agora se alguns jornalistas conservadores e atrasados acreditam que isso tenha sido "afronta ao sofrimento norte-americano" já que pessoas sofrem pelos atos de outras...um atentado terrorista é criticado, vira filme, mas as guerras, a devastação, a destruição que os norte americanos causam não é lembrada.O atraso vem dos que não se movem diante da atual situação.
[ postado em 29.10.2009 ]
RUI ANDRADE
PUBLICITÁRIO - SÃO PAULO

Falta sangue velho na publicidade brasileira. Há muita gente nova achando que é o máximo. Há muitos empresários deslumbrados que aprovam campanhas. O pior é que tudo acaba dando resultado. Quem lê não lê muito bem, quem ouve não entende direito... e por aí vai.
[ postado em 29.10.2009 ]
PAULO ROBERTO
ENGENHEIRO - RIO DE JANEIRO - CAPITAL



Além do erro conceitual (tsunamis são fenômenos geológicos, não relacionados à destruição da natureza pelo homem) ...
Pode não estar havendo erro conceitual, senão vejamos: Para a construção de uma hidroeletrica é necessário a construção de um enorme lago que PESA TONELADAS e existem MILHARES de hidroeleticas no mundo, podendo estar afetando as PLACAS TECTÔNICAS e aumentando o ciclo e número de tsunamis, logo podem estar relacionadas a destruição da natureza, correto?
[ postado em 29.10.2009 ]
MARCOS BOSON
PSICÓLOGO - BELO HORIZONTE/MG

Tendo em vista que os Estados Unidos são os maiores poluidores do mundo, fato este, comprovado pela não concordância com o protocolo de Kyoto; porque não entender os EUA como um país terrorista do planeta? A ação terrorista tanto pode ser um avião contra um prédio, quanto devastação da natureza. O que matou mais gente? O Tsunami. O que teve maior veículo publicitário? O 11 de setembro. Talvez a DM9 tenha sim atingido seu objetivo, ainda que tenham colocado os dedos na ferida Americana, e mexido com o seu brio ao situar nosso planeta como uma potência mais poderosa que estadunidense. Logicamente responsabilizando-o a toda tragédia natural que possa acontecer, mas qual o propósito da WWF se não este? Lamentável a propaganda ter sido boicotada. Quando na verdade poderia ter sido um bom marketing interessante à coação Americana para atentar as políticas internacionais de meio ambiente. Faltou peito, a verdade é essa.
[ postado em 29.10.2009 ]
PAULO ROBERTO
ENGENHEIRO - RJ/RJ

Além do erro conceitual (tsunamis são fenômenos geológicos, não relacionados à destruição da natureza pelo homem).....
Não concordo, pois a construção de HIDROLELETRICAS que fazem lagos enormes e PESANDO MILHARES de toneladas cada um, podem PERFEITAMENTE estarem MECHENDO com as PLACA AS TECTÔNICAS E AUMENTANDO O NÚMERO DE TSUMANIS, logo ESTÃO RELACIONADAS A DESTRUIÇÃO DA NATUREZA. VIVA DILMA!!!!!!!!!!!!!!!!!
[ postado em 29.10.2009 ]
VANESSA
PUBLICITARIA - SALVADOR

Como publicitária, fico envergonhada em ver que, infelizmente, o que se aprende durante anos na universidade, não é aplicado quando saimos dela. Nossa profissão está sempre beirando a marginalidade quando, infortuitamente, anúncios com conceitos até muito bons, se tornam verdadeiros "impressos nazistas".A DM9 é referência para estudantes de publicidade e publicitários.O que houve, e acredito nas palavras do Sérgio Valente, realmente foi um amadorismo que não cabe à uma agência com tal prestígio.Mas, como bons publicitários que nós brasileiros somos, seguramente, a criatividade vai saber se retratar e se reposicionar em relação a estes anúncios.
[ postado em 29.10.2009 ]
ALAN AGUIAR PAULINO
ESTUDANTE - ALPINÓPOLIS/MG

Por um lado,a Internete dissimula o conteúdo das propagandas,mas olhando por outro ângulo ela também promove a participação crítica das pessoas nessa corrida desenfreada da qual os publicitários participam para estimular cada vez mais o consumismo,muitas vezes usando de técnicas enganosas!
[ postado em 29.10.2009 ]
JORGE CARVALHO
PROFESSOR - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SP

O caso da UNIMED me lembrou uma companha política do então candidato Paulo Maluf em que foi colocado cartazes e placas com a frase " VAI DAR MALUF" e então foi muito simples o trabalho dos que não o apoiavam, acrescentaram um vírgula. Como uma vírgula pode fazer toda a diferença, ficou: "VAI DAR, MALUF", pronto, tiveram que retirar os cartazes, anúncios e outras peças.
[ postado em 29.10.2009 ]
SERGIO

Isso é só o começo.
[ postado em 29.10.2009 ]
FERNANDO
ANALISTA DE SISTEMA - MG

No caso da WWF acho que a foi mal interpretado. Para saber que a preservação da natureza, não tem relação com tsunami basta ler um pouco(O que não pode, é achar que todos são estúpidos e fazer publicidade para crianças). O que foi exposto aqui é que o nosso planeta é poderoso e precisa ser preservado.
Exige um pouco reflexão para entender todo o contexto e depois que fica claro é ainda mais perturbador. O objetivo é chocar, e na minha opinião da maneira como o mundo banaliza a violência essa campanha atinge bem o objetivo.
Parabéns pela matéria muito boa!
[ postado em 29.10.2009 ]
ALFREDO TEIXEIRA
ENGENHEIRO - SÃSO PAULO - SP

Publicidade ridícula sob todos os aspectos. A DM9 quer aparecer às custas de tragédia. Que seus diretores se joguem do alto de edifícios e fotografem a própria morte. Depois, é só comparar com a segunda guerra mundial... São piegas , mesmo !!!
[ postado em 29.10.2009 ]
MARCELO FREITAS
GERENTE DE VENDAS - ORLÂNDIA, SP

É incrível a capacidade humana para sublimar fatos e insistir em comparações que não fazem sentido. As bombas atômicas sobre o Japão são comparadas de maneira frívola, pela professora Thelma, ao que aconteceu em 11 de setembro. A análise histórica deve sempre ser feita levando-se em conta vários fatores contextuais. A professora apenas cita número de vítimas como se fosse determinante para o fato. Se este tipo de análise fosse correto perderemos a perspectiva histórica e a profundidade em favor de afirmações levianas e, em geral, preconceituosas.
[ postado em 29.10.2009 ]
ICONOCLASTA
PENSADOR - BELO HORIZONTE

Alguém aqui assistiu zeitgeist?
11 setembro foi serviço interno americano, para legitimar compra de arma. Guerra é a ação mais lucrativa para américa perversa e branca.
[ postado em 29.10.2009 ]
JOSE OTAVIO TEIXEIRA
SAO PAULO

CAda vez mais jovens despreparados e ignorantes da própria língua ascendem a posições de destaque nestas agências publicitárias com métodos dúbios de seleção. O veneno volta contra eles mesmos.
[ postado em 29.10.2009 ]
THELMA
PROFESSORA - SÃO PAULO/SP

Acho ótimo o espaço da internet para manifestações de todo o tipo, numa sociedade altamente regulamentada e politicamente correta como a nossa se tornou. Os publicitários não gostam que se use as armas disponíveis contra eles, que são os que ajudam a nos entupir de mensagens idiotas incentivando o consumo desenfreado o tempo todo, usando formas consagradas, mas não necessariamente éticas, visto a enxurrada de campanhas visando crianças. Quando ao WTC, gostei da propaganda, mesmo com seus percalços conceituais. Penso que se poderia fazer uma outra comparando um outro fenômeno da natureza provocado pelo homem com os mortos no evento WTC e com aqueles que o foram pelas duas bombas atômicas americanas no Japão. Uma tempestadezinha seria o WTC, um furacão devastador seriam as bombas atômicas.
Como as pessoas esquecem as coisas, não?
[ postado em 29.10.2009 ]
 
 
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