Quando a crase muda o sentido
Muitos deixariam de ver a crase como bicho-papão se pensassem nela como uma ferramenta para evitar ambiguidade nas frases

Luiz Costa Pereira Junior

O emprego da crase costuma desconcertar muita gente. A ponto de ter gerado um balaio de frases inflamadas ou espirituosas de uma turma renomada. O poeta Ferreira Gullar, por exemplo, é autor da sentença "A crase não foi feita para humilhar ninguém", marco da tolerância gramatical ao acento gráfico. O escritor Moacyr Scliar discorda, em uma deliciosa crônica "Tropeçando nos acentos", e afirma que a crase foi feita, sim, para humilhar as pessoas; e o humorista Millôr Fernandes, de forma irônica e jocosa, é taxativo: "ela não existe no Brasil".

O assunto é tão candente que, em 2005, o deputado João Herrmann Neto, que morreu em abril deste ano aos 63 anos, propôs abolir esse acento do português do Brasil por meio do projeto de lei 5.154, pois o considerava "sinal obsoleto, que o povo já fez morrer". Bombardeado, na ocasião, por gramáticos e linguistas que o acusavam de querer abolir um fato sintático como quem revoga a lei da gravidade, Herrmann Neto logo desistiu do projeto.

O acento grave (`) no a tem duas aplicações distintas, explica Celso Pedro Luft (1921-1995) no hoje clássico Decifrando a Crase (Globo, 2005: 16):

1) Sinalizar uma fusão (a crase): indica que o a vale por dois (à = a a): "Dilma Rousseff compareceu às CPIs".
2) Evitar ambiguidade: sinaliza a preposição a em expressões de circunstância com substantivo feminino singular, indicando que não se deve confundi-la com o artigo a. "Dilma Rousseff depôs à CPI". Sem a crase, a frase hipotética se revela ambígua: Dilma destituiu a comissão parlamentar de inquérito ou apenas deu depoimento à comissão? O sinal de crase tira a dúvida.

Sinalizar a contração entre vogais idênticas (no caso, a preposição a e o artigo a) é um desafio que, mesmo quando parece complicado, pode ser intuído pelo usuário do idioma, em regras relativamente simples de ser incorporadas.

Ambiguidade

A grande utilidade do acento de crase no a, entretanto, que faz com que seja descabida a proposta de sua extinção por decreto ou falta de uso, é a assinalada por Luft: crase é, antes de mais nada, um imperativo de clareza.

Muitas frases em que a preposição indica uma circunstância (instrumento, meio etc.), em sequências do tipo "preposição a + substantivo feminino singular", podem dificultar a interpretação por parte de um leitor ou ouvinte. Não raro, a ambiguidade se dissolve com a crase - em outras, só o contexto resolve o impasse.

Exemplos de casos em que a crase retira a dúvida de sentido de uma frase, lembrados por Luft em Decifrando a Crase:

Cheirar a gasolina (aspirar) x cheirar à gasolina (feder a).

A moça correu as cortinas (percorrer) X A moça correu às cortinas. (seguiu em direção a).
O homem pinta a máquina (usa pincel nela) X O homem pinta à máquina (usa uma máquina para pintar).
Referia-se a outra mulher (conversava com ela) X Referia-se à outra mulher (falava dela).

Contexto
O contexto até se encarregaria, diz o autor, de esclarecer a mensagem em casos como: "vimos a cidade"; "viemos a cidade". "conserto a máquina"; "escrevo a máquina". Um usuário do idioma mais atento intui um acento necessário, garantido pelo contexto em que a mensagem se insere, se a finada testemunha do exemplo a seguir destituiu a relatora da OAB ou prestou depoimento:
Morta a testemunha que depôs a relatora da OAB.

Mas, em geral, contextos elípticos ainda deixariam dúvidas em exemplos do tipo: "Fique a vontade onde está" ou "A sombra das raparigas em flor".

  Cheirar a gasolina                                                   Cheirar à gasolina
(aspirar o combustível)                                           (feder tal qual o combústivel)
  

"Fique a vontade onde está" indica que uma entidade metafísica chamada "vontade" deve se manter suspensa ou que o interlocutor da mensagem deve se sentir confortável?

A falta de clareza, por vezes, ocorre na fala, não tanto na escrita. Exemplos de dúvida fonética, sugeridos por Francisco Platão Savioli, professor e coordenador de gramática e texto no Anglo Vestibulares:

- "A noite chegou." Na linguagem falada há ambiguidade; na escrita, com ou sem o acento, não. Alguém chegou à noite, ao escurecer? Ou foi a noite que chegou no fim da tarde? Como saber o sentido de uma frase como essa, sem o acento?
 
- "Ela cheira a rosa." A afirmação será ambígua, se oral. Se escrita, terá sentidos diferentes, se houver o acento grave no a que precede "rosa" ou se ele for dispensado. "Ela cheira a rosa" significa que a dama aspira o perfume da rosa. Já "ela cheira à rosa" indica que a princesa tem o perfume da flor. Na escrita, com a crase, nem é preciso explicar ou entender o contexto. 

- "Matar alguém à fome." Sem acento, alguém mata a própria fome. Com, mata-se alguém pela fome. Como na África ou em ásperas periferias brasileiras.

Sem o sinal diacrítico, construções como essas serão sempre ambíguas. Nesse sentido, a crase pode ser antes um problema de leitura do que prioritariamente de escrita.

Pintar a máquina
(aplicar tintura numa superficie)
Em expressões com palavras femininas (expressões adverbiais, conjuntivas e prepositivas), há o acento grave de clareza, utilizado por tradição: "às vezes", "à moda de", "à espera", "à medida que", "à custa de", "à prova de" etc.

Embora com expressões adverbiais de instrumento o emprego do acento da crase seja desaconselhado pelos gramáticos, seu uso é frequente no português brasileiro, mesmo quando desnecessário: Escrever a máquina, a mão, a tinta, a caneta (a lápis); ferir a faca (a cacete); calar a bala (a tiro), matar a baioneta (a punhal). Acentua-se, se houver confusão de sentido. Alguém matará uma baioneta? Coisa difícil. Quem aplica o sinal intui um chamado da mensagem ao uso do acento grave de clareza. "Produzir a máquina" será fabricar a máquina ou produzir com a máquina? Então: "Produzir à máquina". Por isso, "pintar a mão" será pintar, desenhar na própria mão, como amantes de tatuagens? Ou pintar com a mão, sem instrumentos, como fazem alguns sensitivos? Então: "Pintar à mão".

Mesmo a regra da crase como índice de contração com "distância" tem sido interpretada pelos usuários do idioma como dependente do contexto.

Pintar à maquina
(usar algum tipo de mecanismo para pintar)
Pela regra tradicional, não há acento, se a "distância" estiver indeterminada:
"Ficar a distância". "Seguiu-a a distância". "Manteve-se a distância segura". Se a "distância" estiver definida, determinada numericamente, há acento: "Ficou à distância de dois metros". "Viu o corpo à distância de três passos".

Influência
Há, no entanto, autores que sempre acentuam o a dessa locução. Não por acaso, dicionários como Houaiss incorporam as diferenças de sentido que os usuários da língua tendem a sentir ao usar a locução.

No sentido de "de longe" e "de um ponto distante", muitos brasileiros sentem que faz sentido usar crase. Exemplo de Houaiss: "a sentinela vigia à distância. Entende-se "à distância" como "localizado a (certa) distância; distante, afastado". No sentido de "ao longe" e "em um ponto distante" não se sentiria a necessidade da crase: "viram algo movendo-se a distância".

O que os usuários intuem do sentido implícito à frase parece influir, por exemplo, no uso da crase com nome próprio feminino, o que torna o acento muitas vezes optativo: "Fizeram uma homenagem à Maria" revela mais intimidade do que "Fizeram uma homenagem a Maria".

Assim também "desenhei a caneta" x "desenhei à caneta"; "a polícia recebeu a bala" x "a polícia recebeu à bala"; "dar à luz" x "dar a luz".

   Chegar a noite                                                           Chegar à noite
    (anoitecer)                                                                  (chegar tarde)


Expressões
Em crase, a intuição e a generalização de exemplos concretos podem ser mais efetivas que a decoreba de regras.

Se intuímos a regra básica de que só se usa crase diante de palavras femininas quando há uma preposição seguida de um artigo, evitamos ocorrências como "à 80 km", "à correr" ou "à Pedro". Afinal, nunca pensamos em crase com palavras masculinas ou verbos: daí não haver em "a lápis", "a contragosto", "a custo".

Se lembramos que a crase serve para eliminar uma ambiguidade, também evitamos tirar a crase em contextos que pedem, por exemplo, "à beira", "à boca miúda", "à caça". Assim, fica muito mais fácil pensar a crase. (Colaborou João Jonas Veiga Sobral)

Ensinando a crase

João Jonas Veiga Sobral

O estudo do uso da crase é excelente oportunidade para o professor ou pais discutirem com seus alunos ou filhos a construção de sentido em um texto, as variantes linguísticas e a ambiguidade. A seguir, uma sugestão de como organizar o conhecimento e ensinar um aluno, um filho, um amigo.

Desafios:
- Área do conhecimento: Linguagens e Códigos.
- Objetivo: Refletir sobre regras, variantes e ambiguidades.
- Competências: Reconhecer estruturas e construções de texto, e posições críticas a usos sociais de linguagens e sistema de comunicação.

Propostas:
- Discutir o uso sintático e estilístico da crase e diferenças entre as variedades escrita e falada, como estratégia linguística;

- Analisar textos em que a crase seja essencial na construção do sentido e explicar o conceito de crase como fenômeno fonético.

- Debater com os alunos a posição defendida pelos escritores, pelos entrevistados, na revista Língua.

Atividade 1: Sondagem
- Propor debate a partir da leitura do texto de Língua, com as opiniões de escritores e frases em que ocorram empregos obrigatórios, facultativos e estilísticos da crase.

- Solicitar ao aprendiz que exponha suas dificuldades ou razões que defendam ou não a extinção desse uso. (É boa oportunidade para discutir o papel social da linguagem.)

Atividade 2: Aplicação
- Analise frases em que há ambiguidade: "desenhei a caneta" x "desenhei à caneta"; "compras a vista" x "compras à vista"; "a polícia recebeu a bala" x "a polícia recebeu à bala"; "li até a última página" x "li até à última página"; "bater a porta" x "bater à porta"; "dar à luz" x "dar a luz".

- Discutir o uso facultativo do artigo feminino em expressões (adjuntos adverbiais e pronomes possessivos) e o efeito estilístico em cada situação. Mostre que a crase será usada para resolver a ambiguidade, caso o contexto não a explicite.

- Analisar empregos da regência dos verbos "chegar" e "ir": "chegou na escola" x "chegou à escola"; "foi na padaria" x "foi à padaria". Discutir a noção de variante linguística e adequação do discurso.

- Diferenciar "Cheguei à moto" de "Cheguei na moto". Mostrar a diferença de significado na regência. Analisar a canção Você é Linda, de Caetano Veloso e explicar a diferença de sentido provocado na regência do verbo: "ir no seu íntimo" x "ir ao seu íntimo". Caetano faz declaração de amor da regência do verbo.

- Trabalhar Sampa, de Caetano, e mostrar um uso estilístico da crase: "E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho". Peça que se passe o período para ordem direta e levante hipóteses para o uso da crase.

- Solicite que se use, na canção Eu Sei que Vou te Amar, de Vinícius de Moares e Tom Jobim, o acento grave no verso "A espera de viver ao lado teu", e que se explique a diferença de sentido provocada.

- Aplique exercícios com base no texto de Josué Machado (no rodapé destas páginas).

João Jonas Veiga Sobral é professor e tutor educacional da Escola Móbile.


A fusão de preposição e artigo

A crase indica a fusão de duas vogais iguais numa só. Em particular, interessa aqui a fusão de um a com outro.

O primeiro a é preposição, palavra que serve para relacionar
duas outras.

O segundo a pode ser o artigo definido feminino a, o pronome feminino a, ou o a inicial dos demonstrativos aquele, aquela, aquilo, no singular ou no plural.

A crase em resumo:
1. Preposição a + artigo feminino definido a: É fiel à disciplina partidária.
2. Preposição a + pronome demonstrativo a (= aquela). A jogada do deputado é igual à de todos os outros.
3. Preposição a + vogal a inicial dos pronomes aquele(s), aquela(s), aquilo. Os políticos atribuíram a culpa àquele empresário americano.
A seguir, dicas que facilitam a vida dos usuários do idioma. (Josué Machado)

Troque por masculino
Ele foi a reunião x Ele foi à reunião? Em caso de dúvida, troca-se a palavra feminina diante do a por equivalente masculino. Ele foi ao escritório. Portanto: crase. Sempre que a troca exigir ao.

Há crase ao lado de termos masculinos quando a palavra "moda" está implícita: Gosta de buchada à FHC.

Troque por outra preposição com artigo
Usar-se crase se o a puder ser substituído por outra preposição com artigo: "com a", "na" (em a), "para a", "pela" (por a). Não é preciso que a construção correspondente seja perfeita:
"Ele foi à CPI?"
(Ele foi para a CPI, na CPI).
"Escaparam à cassação"
(Escaparam da).
"Acostumou-se às exigências"
(Acostumou-se com as).

Àquele, àquilo
Se o período exigir preposição a antes de "aquele", "aquilo", há crase mesmo com termos masculinos:
"Quero assistir àquele jogo" (a aquele); "Prefiro isto àquilo" (Preferir uma coisa a outra, "a aquilo"). "Quero ver aquele jogo" (ver aquele).

Com "casa"
Em sentido genérico, de lar, "casa" não vem com a craseado: Ela fugiu com o padeiro e depois voltou a casa. (Saiu de casa, voltou a casa.). Há crase se "casa" está determinada (acompanhada de adjetivo ou pronome): Ela voltou à casa dos pais. (Saiu da casa dos pais, voltou à casa dos pais.)

Com "terra"
Em sentido genérico, não se usa o acento com a acompanhado da palavra "terra", em oposição a mar ou a bordo: Os piratas vieram a terra.

Há crase, no entanto, se houver qualificação ou determinação de terra: Os piratas chegaram cedo à terra dos severinos.

Com lugares
Veja se o nome do lugar exige artigo (crase) de modo simples:
Volto da Amazônia, portanto, "Vou à Amazônia". Volto de Santa Catarina, portanto, "Vou a Santa Catarina". Ou use para em vez de a (à = para a; a = para): Vou para a França, portanto, "Vou à França". Vou para Roma, portanto, "Vou a Roma".

Com "uma" e horas determinadas
Neste caso, há sinal de crase:
"Cheguei à uma hora" (a primeira hora após a meia noite ou ao meio dia). "Abaixo a corrupção - gritaram todos à uma voz". "Concordaram à uma" (ao mesmo tempo, de uma só vez, de comum acordo).

Use o acento de crase quando o caso envolver horas determinadas:
"Apaixonou-se à uma hora" ("uma" no caso é numeral) ou "Morreu de amor às duas horas".

"À vista"
Subentende o sentido de "ao alcance da visão", "na presença", "diante de", "de repente", "tornar evidente":
"Barco à vista." "Atacou-a à vista de todos." "À vista das provas, confessou." "Foi amor à primeira vista." "O desvio de recursos no mensalão saltou à vista".

À vista/a prazo: O a de "à vista", no comércio, em oposição a "a prazo", leva acento por tradição. Alguns o explicam assim: "Compra à vista de dinheiro".

- Pronome e retórica
- De onde vem o sinueiro?
- Quando "mais" não é "melhor"
- Shakespeare à brasileira

EDUARDO
CONCURSEIRO HUAHAUAHUA - TAGUATINGA DF

Não entendo como podem dizer que português é difícil! Isso é uma desculpa para não se aprender da maneira correta, coisa de preguiçosos. Ai, vem uns e dizem que temos que mudar isto e aquilo e blá, blá, blá! Sai do segundo grau com um português que era mesmo uma vergonha para todo bom lusitano, com perseverança aprendi muito mais rápido o português, morfologia e sintaxe, estudando sozinho do que nos meus preciosos anos de ensino público (a verdadeira raiz do problema!). Dos povos lusitanos, o que vejo mais reclamações sobre a lingua é do brasileiro. Se ao invés de ficarmos choramingando que português é difícil, coisa que não é, fossemos sim cobrar uma educação pública, um sistema de ensino, melhor. Professores mais qualificados! que gostem do português e o dominem. É uma vergonha terminar o ensino médio e para prestar um concurso desse nível, muitos tenham que apelar para cursinhos preparatórios, não para otimizar o conhecimento e sim para obtê-lo. O mínimo que deviamos esperar após anos de estudo, tempo, e impostos pagos é uma educação descente. Não parece lógico terminar um ensino médio sem a viva capacidade de prestar um exame, seja para ingresso em uma faculdade ou para um cargo público. Certo mesmo seria, quando terminassemos o ensino médio público, termos a capacidade de despultar um emprego público, sem carência de ter que pagar mais um preparatório particular. Após anos pagando impostos para estudar não é justo ter que desembolsar a mais para conseguir um ensino de qualidade. Em vez de ficarmos reclamando sobre o "português" (o coitado que não tem culpa de nada) deviamos reclamar é dos políticos que tiram nossa verba da educação!
Se brasileiro não sabe usar o português normativo - e somente isso, pois, até hoje não conheci um brasileiro que tenha falado comigo e eu não o tenha entendido, e quem dirá que nós não somos falantes lusofonos? Tome por exemplo, abdusir um alemão e um fazendeiro bem do interior do Brasil e joguemos eles em Brasília.Diga-me agora quem é que não sabe o português? - é culpa de quem colocamos no poder. E que interesse eles teriam de tirar o povo da ignorância pra perderem votos?(parece até piada neh?) ELES querem mais é que fiquemos discultindo este assunto e esqueçamos "ELES". Estratégia obivia, dividir e conquistar. Por favor, se querem debater algo que valha a pena, debatam então a política do nosso país, verdadeira culpada.
Povo tem que se unir contra políticos corruptos e não contra o próprio povo!
quem quiser expor idéias sou aberto a criticas e comentários! du_don@hotmail.com
[ postado em 20.11.2009 ]
AMANDA SANHES
ADMINISTRADORA - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Tenho uma dúvida, com relação a ocorrência de crase com as palavras moda e maneira.
Por exemplo na frase: Comi um bife a cavalo, ocore crase?

Fiquei na dúvida se nesse caso pode-se entender que a palavra moda esta subentendida ou ela não existe. Obrigada. Amanda Sanhes

[ postado em 17.11.2009 ]
FLAVIO BARBOSA
ADVOGADO - NITERÓI

O texto é válido, a politização do texto que não. Pega mal colocar exemplo usando a Dilma na CPI, FHC e falando de miséria no Brasil. Para quem entende segunda intenção já entendeu que por trás deste angú tem caroço. Lamentávelmente.
[ postado em 12.11.2009 ]
DIÓGENES MENON
JORNALISTA - SÃO PAULO/SP

Considerando a regra habitual, sempre usei "pinto a caneta", pois também pinto a lápis, sem crase. Mesmo raciocínio para "movido a luz", tanto quanto para "a gás". Minha pergunta, portanto: para qualquer ambiguidade (de exemplos afins) é permitido o uso da crase como elemento esclarecedor?
[ postado em 12.11.2009 ]
JOSÉ WAIMER PEREIRA DE CARVALHO
ADVOGADO - CANOAS/RS

Fiz um comentário a respeito do uso da crase e, em resposta, veio uma saudação seguida de vírgula. Por que isso? Tenho observado que, em geral, nas mensagens, usa-se vírgula como se fosse um vocativo na mesma linha. Não seria melhor um ponto de exclamação.
E-mail: waimer@uol.com.br
[ postado em 12.11.2009 ]
JOSI PÉREZ
INFORMÁTICA - SÃO PAULO/SP

Muito bom o texto! Obrigada.
Não me admiraria se eliminassem a crase: não existe mais o "pára" e se aceita "ótica" no lugar de "óptica".
Será que consegue fazer um nesses moldes sobre os diferentes usos do "porque"?
[ postado em 12.11.2009 ]
JOSÉ WAIMER PEREIRA DE CARVALHO
ADVOGADO - CANOAS/RS

Não obstante as clarezas das explicações, surgiu-me uma dúvida quanto ao sentido de "para" e "à". Me parece que no primeiro caso se tem ideia de ficar no lugar, e no segundo caso de voltar. Não é assim?
[ postado em 12.11.2009 ]
RICARDO
FUNCIONÁRIO PÚBLICO/ADVOGADO - PORTO VELHO/RO

Muito bom o texto. Gosto muito do vernáculo e, ainda assim, em uma e outra situação não faço ideia a respeito do uso da crase. No idioma francês o "a", sem acento, representa o verbo "ter" na terceira pessoa do singular. Usa-se a crase nos demais casos, e assim não há confusão. Parabéns pela explicação.
[ postado em 12.11.2009 ]
UEMERSON DO PRADO BRAZ
FUNCIONÁRIO PUBLICO - TRÊS RIOS/RJ

É FANTÁSTICO TER ASSUNTO DESTA IMPORTÂNCIA NO NOSSO CODITIANO. VALEU!!!
[ postado em 12.11.2009 ]
JOSÉ ARTURO
PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA. - ARAUCÁRIA/PR.

A crase só é obsoleta ou complicada para quem está alheio às dimensões da língua portuguesa. Em vez de eliminá-la, compará-la ao inglês, por exemplo, assim nivelando por "baixo" a escrita, deveríamos buscar metodologias, aprendizados mais coerentes e mídias que soubessem valorizar a língua padrão, como as famílias buscando maior conhecimento formal.
Parabéns pelo artigo, mais um esforço para um reto entendimento.
[ postado em 12.11.2009 ]
IONALDO ALVES DE ARAÚJO
APOSENTADO - SÃO PAULO (SP)

Não é necessário tanta confusão, para se explicar quando se deve empregar a crase. Vejam: 1-A crase só pode ser utilizada antes de palavras femininas; 2-para não se ter dúvidas, basta ímaginar o "a" antes de uma palavra masculina. se tiver de usar "ao" (a+o), então o uso da crase é necessário.
Vou ao centro.
Vou à quitanda.

Ionaldo
[ postado em 12.11.2009 ]
THAÍS REIS
ADMINISTRADORA - SÃO PAULO

O erro mais comum que noto no meio empresarial é "De junho à dezembro" ou "de 05/06 à 05/12" Este erro para mim é o pior !
[ postado em 12.11.2009 ]
EMERSON
APOSENTADO - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/SP

O fascinante da língua portuguesa é justamente suas duplas interpretações. E também nossa preguiça em consultar um dicionário (ou gramática) quando em dúvida sobre o sentido ou grafia de alguma palavra.
E, ao contrário de um dos leitores, avalio que o problema esta na formação do brasileiro e não na língua (como esta nosso ensino básico e fundamental, tanto na questão do resultado do ensino, quanto na capacitação dos educadores?). A escola hoje forma analfabetos funcionais, que mal sabem ler ou escrever (interpretar texto, nem pensar!). Se não observarmos esse questionamento, nem dando "tudo" vamos conseguir entender?
[ postado em 12.11.2009 ]
LOURDES DO AMARAL
TURISMÓLOGA - SÃO PAULO

Gosto muito de usar a crase, meus textos são permeados de frases onde uso e abuso dela. Sinto uma certa rima poética na entonação que a crase emprega às frases. Segue aqui um ode a este lindo e maravilhoso acento gráfico, só lamento que não seja entendido por todos. Não concordo com leitores que comparam nossa gramática com outras renegando as nossas regras somente pq não as entendem, esta particularidade é que faz da nossa lingua portuguesa tão sonora e rica.
[ postado em 12.11.2009 ]
JEANETE
SECRETÁRIA - SÃO PAULO/SP

entender perfeitamente a crase não é mesmo fácil. Aí está o valor. Aprecio extremamente a complexidade de nosso idioma por levar ao raciocínio e, portanto, desenvolver a mente. É triste a estagnação cerebral da grande maioria de brasileiros.
[ postado em 12.11.2009 ]
MARIA
ESTUDANTE - SAO PAULO

Ao lermos para o publico uma frase onde contem um "à", pronunciamos aa ou simplesmente a? Ou ela existe somente para a escrita e para o entendimento e não para leitura oral?
[ postado em 12.11.2009 ]
PAULA
ADVOGADA - LONDRINA/PR

É uma pena ver a dificuldade dos brasileiros em utilizar a crase e, pior do que isso, interpretar um texto...
[ postado em 12.11.2009 ]
PEDRO HENRIQUE
BIÓLOGO - CURITIBA/PR

Seria mais lógico um deputado sugerir um ensino de melhor qualidade no país onde "..se maioria não aprende é melhor abolir a crase".
E qual seria o próximo, cedilha? Til?
[ postado em 12.11.2009 ]
ZENAIDE ROMANOVSKY
TRADUTORA - SÃO PAULO

Excelente artigo, exemplos práticos e objetivos. Parabéns!
[ postado em 12.11.2009 ]
REGINA MAURA
ESTUDANTE - TATUÍ SP

Não seria "...regras simples de SEREM incorporadas" ???
[ postado em 06.11.2009 ]
JULIANA
PROFESSORA DE LÍNGUA PORTUGUESA - RS

Maravilhoso! Claro e muito fácil de ser entendido!
[ postado em 03.11.2009 ]
RUI ANDRADE
PUBLICITÁRIO - SÃO PAULO

Leia : Quem não entende a crase fica a margem da correta leitura. ... Entendeu?
Agora leia : Quem não entende a crase fica à margem da correta leitura. ... Agora deu para entender, não é?!


[ postado em 29.10.2009 ]
LOUIZE LOPES
PROFESSORA DE LÍNGUA PORTUGUESA - RIO DE JANEIRO

Perfeito!
[ postado em 29.10.2009 ]
VANESSA
ESTUDANTE - SÃO PAULO

continuo sem entender a crase, este artigo não sanou a minha dúvida, pelo contrário só aumentou.
[ postado em 22.10.2009 ]
ELIEZER SANTIAGO
ADMINISTRADOR DE REDES - RIO DE JANEIRO

Olá Paula.
No caso acima, o verbo desconcertar quer dizer: desorientar, atrapalhar, desarranjar, perturbar ou descompor.

Foi o que entendi.
Eliezer Santiago
[ postado em 13.10.2009 ]
PAULA
COMPRADORA - SÃO PAULO

Olá, Gostaria de tirar uma dúvida com o emprego da palavra "desconcertar" no inicio da matéria (O emprego da crase costuma desconcertar...)não seria com s - (desconsertar)?
[ postado em 11.10.2009 ]
MARCOS VIEIRA GARCIA DO NASCIMENTO
MILITAR - RIO DE JANEIRO

A ORTOGRÁFIA BRASILEIRA,VEM SEN DO A MUI TEMPO,A MAIS DÍFICIL E
ABSOLETA DO MUNDO.O INGLES,EM SUA
NÃO POSSUI,TANTAS E ILUZITADAS PARONOIAS,QUANTO O PORTUGUES.TEMOS
QUE LEVAR A NOSSA GRAMÁTICA A UM
PONTO DE SER FACILMENTE IDENTIFI/
CADA PELO POVÃO.É DEVERA NOTÓRIO
QUE.PARA A PESSOA DE POUCA CULTURA
VEM SE PERDENDO,PRINCIPALMENTE COM
OS PREONASMOS,ANACOLUTOS EOUTROS
TIPOS DE LINGUAGEM,SEM FINALIDADE
USADA NO BRASIL.VAMOS PROCURAR /
SIMPLIFICAR NOSSA GRAMATICA,POIS
COM ISTO,A GAMA DE DUVIDA E INCER/
TEZA,IRIA DIMINUIR E FACILITAR MAIS O GOSTO POR NOSSA GRAMATICA,
POIS O PORTUGUES,É E SEMPRE SERÁ
A MAIS BELA LINGUAGEM DO MUN DO.
[ postado em 11.10.2009 ]
CRISTIANE
PROFESSORA - PRESIDENTE EPITACIO

sou partidaria de abolir a crase, a necessidade se restringe ao escrever, na fala nao faz diferença nenhuma, e tbem acho que os brasileiros aboliram a crase,moro fora do Brasil e sempre alguem que estuda portugues me pergunta pra que este acento se não muda nada?
[ postado em 11.10.2009 ]
SERIMAR RAMIRES
LEITOR - CIDADE DO SOL

A crase muda o sentido. Perfeito! Precisava fazer referência àquela Senhora?
[ postado em 11.10.2009 ]
LAVÍNIA
ESCRITORA - RIO DE JANEIRO- RJ

Se era para ensinar o uso da crase , atrapalhou, isto sim. Eu desaprendi. Tenho pena dos que que têm dúvidas sobre crase: um caos este método. Seguirei os meus bons professores do passado.
[ postado em 10.10.2009 ]
 
 
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