RESTRITO
A técnica da peça bem-escrita
Estabelecer conflito entre personagens não basta para transformar uma história numa produção de qualidade
Terciane Alves e Luiz Costa Pereira Junior

Representação de atores do teatro grego, 410 a.C e século 1 a.C. (abaixo, à direita): concepções de unidade de tempo e espaço que hoje estão superadas
O que constitui uma peça bem-escrita? A pergunta, para além da discussão estética (gosto se discute, mas continua sendo o gosto de alguém) ou da técnica de roteirização de histórias, implica mexer no vespeiro das concepções do que é o ser do teatro. Ou, pelo menos, o ser da literatura dramática.

Se texto de teatro fosse decifrável só por fórmulas, perderia interesse e capacidade de surpreender platéias, dizem os especialistas. Mas há critérios a guiar o caminho.

- Uma boa peça pode não andar em linha reta, pode desviar por vicinais e retomar o caminho quando tem um sentido claro do que quer - diz o diretor Eduardo...



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