O Gerúndio é só o pretexto
Vício de linguagem que simula a formalidade e evita compromisso com a palavra dada, o gerundismo joga luz sobre o artificialismo nas relações sociais


Por Luiz Costa Pereira Jr.
Ele chegou furtivo, espalhou-se feito gripe e virou uma compulsão nacional. Em menos de uma década, o gerundismo cavou pelas bordas seu lugar sob os holofotes do país. É o Paulo Coelho da linguagem cotidiana. Nas filas de banco, em reuniões de empresas, ao telefone, nas conversas formais, em e-mails e até nas salas de aula, há sempre alguém que "vai estar passando" o nosso recado, "vai estar analisando" nosso pedido ou "vai poder estar procurando" a chave do carro. É fenômeno democrático, sem distinção de classe, profissão, sexo ou idade. O gerundismo já foi alvo de tantos e calorosos debates, que mesmo a polêmica em torno dele pode estar virando uma espécie de esporte de horas vagas, quase uma comichão a que poucos parecem indiferentes. Embora não haja explicação única para a origem do fenômeno, sua popularidade chama a atenção não só de especialistas da língua, mas de empresários e ouvidos sensíveis a saraivadas repetidas do mesmo vício.

Principalmente porque, por trás da aparente certeza sintática, podemos estar diante de um fenômeno com implicações semânticas e pragmáticas - seu sentido, alargado ao dia-a-dia, pode dizer algo sobre a própria cultura brasileira, nem sempre lembrada quando se discute o assunto.
O uso repetitivo do gerúndio tem nome próprio: endorréia. Sim, a palavra é parente da diarréia, para alegria dos humoristas. Mas a vítima do gerundismo não é o gerúndio isolado, in natura, é a estrutura "vou estar + gerúndio", uma perífrase (locução com duas ou três palavras).

Em si, a locução "vou estar + gerúndio" é legítima quando comunica a idéia de uma ação que ocorre no momento de outra. A sentença "vou estar dormindo na hora da novela" é adequada ao sistema da língua, assim como quando há verbos que indiquem ação ou processo duradouros e contínuos: "amanhã vai estar chovendo" ou "amanhã vou estar trabalhando o dia todo", por exemplo.

Aquilo que se deu o nome de gerundismo se dá quando nós não queremos comunicar essa idéia de eventos ou ações simultâneas, mas antes falar de uma ação específica, pontual, em que a duração não é a preocupação dominante. A coisa piora mesmo quando a idéia de continuidade nem deveria existir na frase. "Vou falar" narra algo que vai ocorrer a partir de agora. "Vou estar falando" se refere a um futuro em andamento - "estar" dá idéia de permanência no tempo. Nesses casos, o gerúndio é usado em situações mais adequadas ao uso do infinitivo (aquele que não dá idéia de ação em curso, mas de assertiva). É no mínimo forçado falar de uma ação isolada, que se concluiria num ato, como se fosse contínua. Quando respondemos ao telefone "vou estar passando o recado", forçamos a barra para que o recado, que potencialmente tem tudo para ser dado, não tenha mais prazo de validade.

- Há um paradoxo semântico porque se dá a impressão de que a ação prometida é duradoura
- diz o lingüista Sírio Possenti, da Universidade de Campinas. Ao adotar o gerúndio numa construção que não o pedia, a pessoa finge indicar uma ação futura com precisão, quando na verdade não o faz. Para a professora Maria Helena de Moura Neves, da Unesp e do Mackenzie, autora da Gramática de Usos do Português, o gerundismo faz a informação pontual (em que o foco está na ação) ser transformada numa situação em curso (durativa). O aspecto pontual é aquele em que um fenômeno é flagrado independentemente da passagem de tempo - o verbo se refere só à ação. São pontuais, por exemplo, expressões como "vou fazer" ou o futuro do presente, "farei".




Porque os mecanismos lingüísticos são acionados pela intenção, diz Maria Helena, é possível obter um efeito pragmático na locução do gerúndio de atenuar o compromisso com a palavra dada.
- Quando digo "vou passar seu recado", a referência é a ação em si. Não me atenho à sua duração. Com isso, amarro um compromisso. A ação é indicada ali, pura e simplesmente.
Garanto que ela se cumprirá. Ao usar o gerúndio, deixo de me referir puramente à ação e incorpora-se o aspecto verbal durativo. A ênfase passa a ser outra. Você comunica que até encontrará tempo para fazer a ação, mas seu foco não está mais nela.

O descompromisso que essa atitude implica pode ser atribuído a uma duração que é falsa. Permite, por tabela, que qualquer um drible seu interlocutor, sem parecer ofensivo nem indelicado. Na opinião de Francisco Platão Savioli, professor aposentado da Universidade de São Paulo e agora coordenador de português e redação do Sistema Anglo de Ensino, o gerundismo se propagou como traço de quem se ocupa em encontrar formas de polidez para relacionar-se. - Como não tem versatilidade de uso da língua, essa pessoa aposta na fórmula ritualizada, na presunção de que aquilo é uma gentileza chique. No fundo, é um desperdício de gerúndio.
O apelo a esse expediente, afirma Platão Savioli, é similar àquilo que se convencionou chamar de hipercorreção - a escolha de uma forma de expressão incorreta no lugar da correta por considerar que a incorreção seja mais elegante e menos vulgar.
O fato é que se trata de uma expressão que não circula na língua culta escrita e, mesmo na língua popular, ela não circula com espontaneidade. Parece ser mais uma forma artificial e planejada.
Consultora de língua portuguesa do jornal Folha de S. Paulo e autora de Redação Linha a Linha, Thaís Nicoleti de Camargo alerta para o fato de que as frases com gerundismo proliferaram em ambientes formais antes de tomar as ruas.
- Ninguém diz "vamos estar tomando uma cervejinha na esquina". O emprego abusivo do gerúndio é próprio das situações formais. A pessoa, por vezes, evita dizer de forma direta que vai resolver uma questão no momento e, ao mesmo tempo, parece não querer estabelecer uma data para fazê-lo. Talvez ela se veja apenas como peça de uma engrenagem burocrática e, portanto, desprovida do poder de tomar decisões. Precisa, na prática, de uma espécie de fórmula que lhe permita dizer algo educado, mas que não implique real compromisso. E o gerundismo parece atender a essa demanda - afirma.
A propagação do uso vicioso do gerúndio seria, assim, típica dos grandes centros urbanos, em que as relações humanas são marcadas por escalas rígidas de hierarquia, ferramentas mais impessoais de comunicação (telefones e e-mails, por exemplo) e intermediários entre quem deseja a comunicação e quem não a deseja na mesma intensidade.
- Minha suspeita é a de que se trate de um fenômeno urbano, ou seja, quanto mais rural o meio, menos sujeito à sua influência - acredita. Se é difícil saber se os primeiros a usarem a expressão tiveram ou não a intenção de evitar compromisso ou de parecerem formais, o gerundismo parece ter ficado popular pela facilidade com que confere imprecisão a informações que exigiriam solidez. Nas palavras do gramático Evanildo Bechara, o que está em jogo pode ser a própria concepção de certeza num diálogo.

- O presente, "escrevo", nos dá certeza. "Escreverei", o futuro, pode ocorrer ou não. Já na construção "vou estar escrevendo" acrescenta-se a idéia de promessa, de não compromisso.
O gerundismo marca a oposição entre promessa e esperança - avalia o gramático, membro da Academia Brasileira de Letras.
A associação entre formalidade ritual e falta de compromisso, usada à exaustão, virou bomba-relógio comunicativa que preocupa executivos e diretores de recursos humanos. Para o consultor empresarial Luis Adonis Valente Correia, autor de Quem Roeu a Roupa do Rei?, o gerundismo chega mesmo a refletir as relações desiguais entre chefes e seus funcionários.
- Vício não prolifera sozinho, mas motivado pelas situações de trabalho e do cotidiano. Ao informar que vamos estar fazendo, nós não dizemos quando vamos concluir o processo, mas que ele está em andamento. Ao ouvir um "vamos estar resolvendo o seu problema", não sabemos quem vai resolver, nem se vai fazê-lo. Na prática, comunica- se que está trabalhando, mas não trabalha.
Na lógica empresarial de Adonis, aquele que nos atende por meio de gerundismo parece sentir que "atender" não é o que ele "faz" mas o que "está fazendo". Por não vestir inteiramente a camisa numa profissão que considera instável, apela para o gerúndio para não se comprometer com ações futuras. No fundo, o problema gramatical camuflaria um mau serviço.
O psicólogo Luiz Edmundo Prestes Rosa é o diretor corporativo People da Accor Brasil, empresa de origem francesa com mais de 30 mil funcionários no Brasil que se relacionam com o público, fornecedores e usuário. O gerundismo, para ele, é sina da dificuldade das pessoas de ir a fundo nas questões relevantes.

- Combater o gerundismo por purismo é ir contra a riqueza da língua. Sua força e franqueza não estão em si mesmas, mas na fragilidade do diálogo. A superficialidade de não está em quem usa, mas em quem aceita respostas imprecisas. Acho que o outro Acho que vai fazer o que foi pedido. Como não conversamos profundamente, fica tudo por isso mesmo - diz Prestes Rosa, autor de um "antídoto" por meio de perguntas importantes à compreensão mútua (ver quadro na página 31). A estrutura viciada do gerúndio é tributada ao Brasil. Os portugueses não têm dor de cabeça com ela. Preferem ao gerúndio o infinitivo com a preposição "a" ("Estou a fazer o tratamento"). Para especialistas e empresários, o problema pode mesmo revelar- se um sintoma de práticas profundas da atualidade.



Ele condiria, por exemplo, com uma cultura urbana formada por pessoas sempre em muito movimento (Prestes Rosa e Adonis) e estimularia, no limite, uma falha ética nas relações humanas (Sírio Possenti). Para o lingüista da Unicamp, a falta de compromissos contida na locução viciosa seria a expressão de um vazio ético.

- Se não for mudada a relação de compromisso entre pessoas e entre empresas e clientes, é possível que o gerundismo se torne mais regular do que já é. As pessoas garantem que "vão estar providenciando", mas não providenciam, e isso é terreno fértil para a expressão fortalecer-se

- diz Sírio Possenti.
O professor Platão Savioli desconfia das soluções excessivamente pontuais.

- A submissão a uma forma fixa não se corrige setorialmente. Ela é sintoma da falta de variedade de recursos de expressão. Quem tem diversidade não recorre à mesma expressão o tempo inteiro.
Para Thaís Nicoleti, o mal estar que o vício provoca pode estar associado à percepção desse esvaziamento da comunicação nas relações mais burocratizadas.

- Talvez o que irrite seja o vazio em que caímos quando ouvimos essas construções. São fórmulas que não nos dão garantia de nada - sugere.

O gerundismo pode não passar de moda e, tal como veio, desmanchar-se no ar, como outros vícios de ocasião. O movimento recente contrário à sua aceitação pode indicar que o fenômeno está longe de generalizar-se. Mas, se ele corresponder mesmo a uma necessidade nem sempre consciente da comunidade, erradicá-lo vai demorar muito mais do que se imagina. Ainda é cedo para garantir, com firmeza, o futuro do combate ao gerúndio vicioso. Se tal esforço "vai estar surtindo efeito", só o tempo "vai poder estar dizendo".






- No coração de Cora
- Pó de mico
- A chacrinha da palavra
- Machado é uma vitória do estilo

RAMON
ESTUDANTE - SÃO PAULO/SP

Sou um apaixonado pela Língua Portuguesa. Quanto mais penso que sei o meu idioma, mais descubro que não sei. No português europeu usa-se muito pouco o gerúndio. Os portugueses dizem "estou a fazer", "estou a comer", "estou a estudar". O português europeu é muito diferente do português brasileiro. A posição dos pronomes, o uso da ênclise e mesóclise (ex.Tu disseste-me que; Ele levantou-se às 13h00; Levar-te-ei hoje à noite ao cinema), o uso da segunda pessoa do singular (tu) na informalidade (ex. Gostaste do filme?; Quando falei contigo ao telefone, disseste-me que já tinhas feito o dever de casa; Amanhã estudarei matemática contigo; Foi muito bom ter almoçado contigo) e o pronome de tratamento (você), na maioria das vezes ausente nas frases, é usado na formalidade (ex: Gostou do filme? Pedi-lhe que viesse ter comigo às 14h00, mas ele não apareceu; Amanhã falarei consigo a respeito disso; Fazemos o trabalho para si-"você"; Viajarei a Lisboa consigo-"com você"). Não mencionei as diferenças lexicais, ortográficas e de acentos (ex. O utente pode entrar em contacto directo de Lisboa através do telemóvel; Podes pegar o autocarro até o pé do centro e depois apanhar um comboio para Cascais; O crescimento económico brasileiro encontra-se em...) Enfim, há uma infinidade de diferenças que eu poderia mencionar e, sinto-me feliz em saber quão rica é a nossa língua. Há vários modos de falar a mesma coisa. Variantes diferentes da mesma língua. Temos que zelar mais pela nossa Língua Portuguesa. Falar bem, não é sinônimo de formalidade. Falar bem é prezar, zelar e cuidar de um dos patrimônios mais ricos que um povo pode ter: a língua. Orgulho-me em falar o português. Não falo um português perfeito, aliás, estou longe de falar um bom português, mas, esforço-me e dedico-me em aprimorar e aperfeiçoar o meu português falado e escrito, tão judiado e maltratado por muitos que tiveram a possibilidade e oportunidade de estudá-lo corretamente na escola.
[ postado em 15.11.2009 ]
JANAINA CELIACO COSTA
ESCRITURÁRIA - SOROCABA

NEM TODAS AS PESSOAS QUE USAM O GERUNDISMO ESTÃO FUGINDO DE UM CERTO COMPROMISSO, NEM SEMPRE É MAL INTENCIONADO POR ISSO NÃO DEVEMOS GENERAIZAR.
[ postado em 10.11.2009 ]
ARISTON ARAUJO DOS SANTOS
POLICIAL MILITAR DO DF - DF

É impressionante o quanto o gerundismo se entrelaçol na sociedade como um todo, antes um vício difundido entre o funcionalismo público se alastrou pela população e vem trasendo transtornos em várias correntes da sociedade, principalmente entre áreas que prestão serviços a comunidade.
[ postado em 31.10.2009 ]
OTÁVIO
ESCRIVÃO DE POLÍCIA - ILHÉUS/BA

Com certeza o gerundismo tende a descreditar a mensagem transmitida. No entanto, pode-se usá-lo adequadamente sem interferir na qualidade textual.
[ postado em 26.10.2009 ]
OSVALDO
POLICIAL - PA

o texto como um todo mostra de uma forma bem clara a grande utilização do gerúndio, que muitas vezes causa alguma confusão no momento de ser expressar, assim devemos saber o momento de usar o gerúndio e com quem podemos utlizar.
[ postado em 24.10.2009 ]
PATRICIA OLIVEIRA
POLICIAL - SÃO PAULO

O Gerundio parece deixar claro que o seu interlocutor apenas quer ser educado com você, mas que não quer ser sincero, se isso implicar em se comprometer. Diz quer "vai estar fazendo, mas não transmite a menor segurança na sua afirmação, o que retira toda a sua credibilidade.
[ postado em 24.10.2009 ]
PAULO RAMOS DE BARROS
GUARDA MUNICIPAL - PE

O emprego do gerundismo, mais particularmente na nossa cultura brasileira, é comprovadamente uma forma "educada" de uma pessoa não se comprometer com o seu interlocutor. Na verdade, é uma "expressão" que indica uma polidez no uso da linguagem coloquial, ou seja, algo educado, mas que não indica real compromisso. Em certo sentido, indica uma continuidade, na medida que há um certo descompromisso. Deve ser evitado numa linguagem formal, denotando por parte de quem a utiliza uma certa falta de 'habilidade' com o conhecimento lingustico.
[ postado em 21.10.2009 ]
ISABEL CRISTINA NETO O. FÁTIMA
APOIO POLICIAL - DF

Na verdade o gerundismo torna-se realmente um vício, e, de certa foema, mascara a incrível competência desta nossa lingua portuguesa tão linda.
[ postado em 18.10.2009 ]
EDUARDO DAMACENO
POLICIAL MILITAR - CABO FRIO / RJ

Os textos mostram de forma clara que a utilização indiscriminada do gerundismo empobrece a comunicação, pois revela a falta de imprecisão e compromisso indicados por tal termo.
[ postado em 18.10.2009 ]
JUNIOR
POLICIAL MILITAR - MG - MONTES CLAROS - MG

Expressa o uso abusivo e indiscriminado do gerúndio,descaracterizando a nossa linguagem.
[ postado em 17.10.2009 ]
VILMAR DIAS
POLICIAL - TERESINA

Os textos apresentados foram muito válidos,já que mostraram as reais situações de uso do gerúndio, bem como a forma viciosa como ele é usado.
[ postado em 15.10.2009 ]
ANDERSON FREITAS TEIXEIRA
POLICIAL MILITAR - UBAITABA - BA

O mau uso do gerúndio é um vício que causa muitas confusões no que diz respeito ao compromisso e ao crédito de certas ações, pois este deixa falhas se tal compromisso realmente será cumprindo, não dando importância e deixando incerteza no seu cumprimento.
[ postado em 14.10.2009 ]
JESSÉ BATISTA DOS SANTOS
AGENTE PENITENCIÁRIO - SALVADOR-BA

Sempre achei estranho esta colocação indiscriminada, porém,só agora tive acesso a uma matéria sobre o assunto.
Realmente, o "gerundismo",não traz harmonia ao objetivo que se busca no diálogo, expressa indiferença,incerteza, impessoalidade.
[ postado em 13.10.2009 ]
SÉRGIO JUREMA
POLICIAL MILITAR - BA

O texto mostra com clareza a forma generalizada que está usando o gerundio, causando confusaõ e distorção em nossa lingua.Alguns autores atribuem este crescimento a convivência impessoal, como o crescimento do uso da internet e operadores de telemarketing.É preciso buscar um equlibrio entre o uso deste e a lingua culta, pra que não deturpemos a nossa linguagem.
[ postado em 08.10.2009 ]
MÔNICA ILG
POLICIAL MILITAR / PROFESSORA DE LÍNGUAS - JOINVILLE - SC

Excelente texto acerca do mal emprego do gerúndio combinado com o futuro. Notoriamente trata-se de uma combinação que gera um tempo chamando "futuro contínuo", deste modo, presume-se que, de fato, a ação apresentada na oração seja uma ação contínua que virá a acontecer em um tempo futuro. Muito interessante também a questão do compromentimento quando da ação quando do uso deste tempo verbal! É sempre importante lembrarmos que antes de aplicar uma flexão, precisamos também observar se haverá concordância contextual para o uso dela. Vale lembrar que um texto simples e objetivo, sem muita linguagem complicada, acaba sendo muito mais produtivo e eficiente.
[ postado em 08.10.2009 ]
OILSON TREVISANUTO
AGENTE PENITENCIÁRIO - MG

Concordo com Gilvan. O gerúndio é um recurso da Língua Portuguesa que mal empregado acarreta confusões. Contudo, não deve ser banido e sim empregado na devida forma, no momento e lugar certo. Uns dos grandes problemas que tenho observado é a não preocupação ao se redigir um texto, elaborar um documento ou um relatório técnico. Assim, o uso indevido do gerúndio torna-se inevitável. Portanto, o gerúndio tem que ser levado a sério, como a concordância e regência verbal e nominal para que não tropeçamos em erros banais.
[ postado em 07.10.2009 ]
GILVAN
POLICIAL MILITAR - BA

SEmpre preservar o uso da lingua portuguesa, pois o gerundio deve ser afastado e não banido, para que a lingua portuguesa tenha mais espaço para ser ultilizada da maneira mais correta.
[ postado em 05.10.2009 ]
THIAGO LEANDRO B. DE OLIVEIRA
DELEGADO DE POLÍCIA - ARACAJU/SE

O texto demonstra a descredibilidade nas ações humanas, o descrétido na locução "palavra dada é palavra cumprida"
[ postado em 03.10.2009 ]
ROSEMERY DE OLIVEIRA TEIXEIRA
AGENTE PENITENCIÁRIO - MS

Até ler esta matéria não fazia idéia da polêmica causada em torno do mau uso do gerúndio.Concordo que o gerundismo deva ser combatido e o uso correto do gerúndio utilizado com bom senso para que a língua portuguesa seja preservada.
[ postado em 30.09.2009 ]
TARCISIO REIS
POLICIAL MILITAR - JACOBINA-BA

A prova de que o gerundismo partiu dos meios mais formais em se falando da linguagem mais culta, é a dificuldade de se achar este vício nas literaturas de de cordel.Em meus relatórios pós serviço, até prefiro aplicá-lo pois são textos que podem serem vistos em tempos distintos, e até buscá-los em arquivos motos, ainda assim terá uma leitura de uma versão voltada para uma ação em andamento.Porem o abuso as vezes perde o tempo verbal." caindo do cavalo e espetendo o oponente "precisaria utilizarmos um verbo no petérito perfeito a exemplo"acabou caindo do cavalo e espetendo o oponente" ou de outra forma da a impressão de o sujeito tem as duas ações ao mesmo tempo.
[ postado em 30.09.2009 ]
FABIO SILVA DE FRANÇA
MILITAR - JOÃO PESSOA/PB

A popularização do gerúndio é reflexo de um fenômeno com implicações sintáticas, semânticas e pragmáticas, pois essas expressões associam o emprego da língua permeada por formalidade ritual dos ambientes corporativos, bem como manifestação da impessoalidade nas relações humanas, especialmente, na zona urbana.
[ postado em 29.09.2009 ]
SERGIO
MILITAR - JOÃO PESSOA-PB

O gerúndio pronunciado repetidamente, gera um cacofônico, mas,conforme a sintaxe da nossa língua, em certos momentos o uso dele possui valor de advérbio que indica uma ação em curso, como por exemplo,"Estamos envelhecendo", e também pode possuir valor de um adjetivo,"a empregada serviu-me uma sopa borbulhando", e outros exemplos que existem em questão de pronúncia.
[ postado em 29.09.2009 ]
GIOVANI SOUZA ALVES
FUNCIONÁRIO PÚBLICO - MONTES CLAROS / MG

Excelentes argumentações dos professores em destaque no texto. O gerundismo apresenta uma forma descompromissada de apresentar respostas ao interlocutor que, geralmente, estão do outro lado da linha, isto em conversa telefônica com operadores de telemarketing. O texto diz que 60% das aulas de reciclagem são destinadas aos casos de gerundismo. Pelo visto precisa ser mais intensificado o treinamento, ou talvez, diminuído o tempo, trimestralmente ou quem sabe, diariamente, meia hora antes de começar o horário de serviço, reservar esse tempo para lembrar aos operadores destes detalhes tão significativos.
[ postado em 27.09.2009 ]
OSNI ROBERTO DO ROSÁRIO BARBOSA
GUARDA MUNICIPAL - SALVASOR-BA

O gerúndio deve ser evitado para que a língua portuguesa seja utilizada de maneira mais correta, todavia em alguns casos podemos usar o gerúndio. Temos de deixar de abusar do uso do gerúndio. O uso indiscriminado leva a uma escrita coloquial.
[ postado em 27.09.2009 ]
JOSIANE TELOEKEN
POLICIAL MILITAR - SANTO ANGELO/ RS

Eis a família da língua portuguesa:
gerúndio é parente muito próximo do infinitivo e do particípio.
O gerúndio traz a ideia verbal em andamento, ação contínua, que não acabou ou sem hora para ser concluído. Diferentemente do infinitivo que é pontual e o particípio é ação conclusa.
Diante do texto, percebe-se que não temos compromisso em usar a língua escrita de forma correta devido aos vícios da falada.

[ postado em 25.09.2009 ]
ABÉRICO RODRIGUES
PROFESSOR/MILITAR - ARACAJU/SE

O texto mostra claramente a influência de determinados setores da sociedade sobre outros no tocante à imposição de certos modismos na lingua portuguesa. O que se nota é uma preocupação por parte desses(empresas de telemarketing)por exemplo, que praticam essa variação dialetal, em achar embelazador usar a língua conforme o que eles acreditam que seja elegante, principalmente nos textos apelativos. É necessário cautela no uso da língua portuguesa para que aberrações desse tipo sejam evitadas.
[ postado em 24.09.2009 ]
LUIZ GERSON DOS SANTOS
AGENTE PENITENCIÁRIO - VILHENA- RO

Não tinha prestado atenção como o uso do gerúndio, nos leva a dupla interpletação das coisas, até ler esta matéria, por isso só me resta concordar que o uso do gerúndio deve ser utilizado de forma correta , para não nos deixar dúvida do que falamos ou a resposta que ouvimos.
[ postado em 22.09.2009 ]
ELIEZER
POLICIAL MILITAR - VITÓRIA/ES

O texto mostra claramente o rumo que as relações humanas têm tomado. Hoje, não temos mais compromisso com as pessoas. Ademais, mostra também a nossa falta de opção ao utilizarmos a língua falada.
[ postado em 21.09.2009 ]
ITAMAR
AGENTE DE POLICIA - VITÓRIA DA CONQUISTA

como ficou claro na exposiçao de alguns especialista, não estar combaendo o uso do gerundio, as sim seu uso indiscriminado. Podemos usá-lo mas no contexto e na hora certa.
[ postado em 20.09.2009 ]
MARCOS
GUARDA MUNICIPAL - MARICÁ

Caro anônimo! "Dissiminar" suas idéias sobre gerundismo requer cuidados especiais, porém não concordo com sua avaliação, pois se os vírus linguísticos não fossem combatidos, certamente o fracasso escolar notório, seria um caos irreversível.
[ postado em 18.09.2009 ]
ERICK
ESTAGIARIO - SAO PAULO

Sobre o Gerúndio, acho importante passar a mensagem, se bem entendida otimo.
[ postado em 24.07.2009 ]
Longe de defender o gerundismo,trata-se de reconhecer que os costumes linguisticos zombam da tentativa de controlá-los a canetadas.Mesmo assim atribuir o sucesso do gerundismo apenas a ignorância dos falantes pode ser um erro.Este fenômeno gerundismo ocorre quase sempre para se referir a uma ação futura e com verbo demais,como se não bastasse o modismo está tão dissiminado que virou questão de vestibular.
[ postado em 02.03.2009 ]
 
 
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